Eco-Escolas visita AlgaPlus

Os alunos do clube Eco-Escolas visitaram a fábrica AlgaPlus sediada em Ílhavo.  A AlgaPlus dedica-se à produção de macroalgas e produtos derivados em ambiente controlado e com certificação biológica. Produção sustentável sob o conceito de aquacultura multi-trófica integrada (IMTA).

O biólogo Rui Pereira começou por mostrar aos alunos os 14 tanques de robalo e dourada, nomes bem conhecidos da pirâmide alimentar. Os peixes alimentam-se quase só com as águas vindas da ria”, conforme afirmou o biólogo Rui Pereira. A água é utilizada primeiro pelos peixes, depois de filtrada segue para os tanques das algas. Este sistema de algas serve para filtrar a água que fica suja depois de ser utilizada pelos peixes da aquacultura. Para as algas, estas mesmas substâncias são alimento e, se a água usada pelos peixes for posta à disposição destas espécies, elas podem crescer mais rapidamente do que o normal, devido à abundância destes nutrientes (amónia, nitratos e fosfatos), ao mesmo tempo que limpam a água.

Nos outros tanques fomos vendo algumas espécies de macroalgas, como a alface-do-mar, o chorão-do-mar e o cabelo-de-velha. Hoje, a AlgaPlus retira 300 a 400 quilos de algas desidratadas por mês, que crescem nos cerca de 200 metros quadrados de tanques usados pela empresa. Todas elas são espécies que existem em Aveiro, têm crescimento rápido e um potencial valor comercial.

O baixo valor calórico, a sua riqueza em fibra e proteínas e em cálcio e sais minerais, fazem das algas verdadeiros tesouros do mar.

A AlgaPlus vende farinha de alga e algas desidratadas para empresas estrangeiras, que as usam na alimentação e na cosmética. A alface-do-mar é bastante utilizada na alimentação e o chorão-do-mar na cosmética, bem como na alimentação. O cabelo-da-velha é utilizado e comercializado em sobremesas, pasta dentífrica entre outros produtos. As algas castanhas são bastante utilizadas e apreciadas no sushi japonês.

Mas a Algaplus já pôs no mercado uma linha de produtos – a Tok de Mar –, para habituar os portugueses a estes novos alimentos, numa altura em que se fala cada vez mais de “agronomia do mar”.

Um dos produtos Tok de Mar é um saco de 30 gramas de algas desidratadas. Quem o comprar tem de hidratar as algas e pode comê-las como legumes.

A empresa também vende um produto gourmet de sal ou flor de sal com algas.

Em execução está também a produção de macroalgas destinadas ao fabrico de bioplástico. Para tal, a Algaplus é um dos 11 parceiros no projecto de investigação científica Seabioplas, financiado pela UE, para avaliar se é sustentável produzir bioplástico a partir de macroalgas criadas em aquacultura. Iniciados em outubro de 2013, com um prazo de dois anos, os trabalhos envolvem instituições e empresas da Irlanda, França, Holanda, Estónia e Itália.

Por terem amido e outros polissacarídeos, as macroalgas podem servir para fabricar bioplásticos.

Os coordenadores Eco-Escolas – Rui Calhau e Isabel Estima

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