Quentes e Boas

ouriço

Apanhadas nas terras frias e Trás-os-Montes, as castanhas chegam com os primeiros dias de outono trazendo um aroma inconfundível quando assadas na rua.

A castanha é um aleaginoso que, no entanto se destaca por ser aniláceo, ou seja, muito rica em hidratos de carbono. Como tal, é uma fonte de energia e de fibras alimentares. A castanha é na verdade uma semente, protegida por um ouriço que é um vegetal.

Desprezadas na cozinha portuguesa durante muito tempo, são um alimento rico em nutrientes que está especialmente indicado para pessoas ativas e desportistas. A sua composição é mais aproximada à dos cereais do que à dos frutos secos, família a que pertencem. Por exemplo, são um dos frutos secos com mais hidratos de carbono (45,5 g/100 g) e menos quantidade de gordura (1,3 g/100 g).

A sua constituição calórica também é bastante reduzida (221 kcal/100 g). O facto de terem muita água (39,5 g/100 g) é um dado muito importante a ter em conta. São pobres em sódio e ricas em potássio, sendo, por isso, recomendadas nas dietas de pessoas com hipertensão ou problemas cardíacos. Contêm substâncias alcalinizantes que neutralizam o excesso de ácidos no sangue e facilitam a sua eliminação através da urina.

castanhaCozidas, assadas, fritas ou em puré, as castanhas são o símbolo do frio e só o cheiro do seu fumo, nas ruas das cidades, chegam para aquecer o coração a muita gente. A verdade é que a castanha é um dos alimentos mais antigos do país. Muito antes da haver batatas ou até pão, as castanhas faziam parte da alimentação diária, como acompanhamento em sopas ou doces.

Na altura dos Descobrimentos, as castanhas eram secas e desidratadas e consumidas nas caravelas.

A castanha sativa, ou castanheiro, foi introduzido na Europa há três mil anos, sendo atualmente considerada uma espécie autóctone em várias regiões do país.

O programa Eco-Escolas da EB 2,3 de Valongo do Vouga associou-se à comemoração do Dia de São Martinho, com a elaboração de cartuchos de papel de antigas listas telefónicas, dando desta forma uma nova reutilização para servir as nossas apetitosas castanhas.

O coordenador Eco-Escolas – Rui Calhau

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